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"NESTE BLOG SERÃO ENCONTRADAS VÁRIAS ABORDAGENS SOBRE OS DIFERENTES TIPOS DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL , NA ESCOLA, DENTRO DE UMA VISÃO INCLUSIVA E PSICOPEDAGÓGICA.SEJAM BEM-VINDOS!"

Deficiência Intelectual



DEFICIÊNCIA INTELECTUAL





Orientação aos Professores:
 
Aprenda tudo o que puder sobre deficiência intelectual. Procure quem possa aconselhar na busca de bibliografia adequada ou utilize bibliotecas, internet, etc.Reconheça que o seu empenho pode fazer uma grande diferença na vida de um aluno com deficiência ou sem deficiência. Procure saber quais são as potencialidades e interesses do aluno e concentre todos os seus esforços no seu desenvolvimento. Proporcione oportunidades de sucesso.Participe ativamente na elaboração do Plano Individual de Ensino do aluno e Plano Educativo. Este plano contém as metas educativas, que se espera que o aluno venha a alcançar, e define responsabilidades da escola e de serviços externos para a boa condução do plano.
Seja tão concreto quanto possível para tornar a aprendizagem vivenciada. Demonstre o que pretende dizer. Não se limite a dar instruções verbais. Algumas instruções verbais devem ser acompanhadas de uma imagem de suporte, desenhos, cartazes. Mas também não se limite a apoiar as mensagens verbais com imagens. Sempre que necessário e possível, proporcione ao aluno materiais e experiências práticas e oportunidade de experimentar as coisas.Divida as tarefas novas em passos pequenos. Demonstre como se realiza cada um desses passos. Proporcione ajuda, na justa medida da necessidade do aluno.
 Não deixe que o aluno abandone a tarefa numa situação de insucesso. Se for necessário, solicite ao aluno que seja ele a ajudar o professor a resolver o problema. Partilhe com o aluno o prazer de encontrar uma solução.
Acompanhe a realização de cada passo de uma tarefa com comentários imediatos e úteis para o prosseguimento da atividade.
Desenvolva no aluno competências de vida diária, competências sociais e de exploração e consciência do mundo envolvente. Incentive o aluno a participar em atividades de grupo e nas organizações da escola.
Trabalhe com os pais para elaborar e levar a cabo um plano educativo que respeite as necessidades do aluno. Partilhe regularmente informações sobre a situação do aluno na escola e em casa.

Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual?

Sabemos atualmente que 87% das crianças com deficiência intelectual só serão um pouco mais lentas do que a maioria das outras crianças na aprendizagem e aquisição de novas competências. Muitas vezes é mesmo difícil distingui-las de outras crianças com problemas de aprendizagem sem deficiência intelectual, sobretudo nos primeiros anos de escola. O que distingue umas das outras é o fato de que o deficiente intelectual não deixa de realizar e consolidar aprendizagens, mesmo quando ainda não possui as competências adequadas para integrá-las harmoniosamente no conjunto dos seus conhecimentos. Daqui resulta não um atraso simples que o tempo e a experiência ajudarão a compensar, mas um processo diferente de compreender o mundo. Essa diferente compreensão do mundo não deixa, por isso, de ser inteligente e mesmo muito adequada à resolução de inúmeros problemas do quotidiano. È possível que as suas limitações não sejam muito visíveis nos primeiros anos da infância. Mais tarde, na vida adulta, pode também acontecer que consigam levar uma vida bastante independente e responsável. Na verdade, as limitações serão visíveis em função das tarefas que lhes sejam pedidas.
Os restantes 13% terão muito mais dificuldades na escola, na sua vida familiar e comunitária. Uma pessoa com atraso mais severo necessitará de um apoio mais intensivo durante toda a sua vida.
Todas as pessoas com deficiência intelectual são capazes de crescer, aprender e desenvolver-se. Com a ajuda adequada, todas as crianças com deficiência intelectual podem viver de forma satisfatória a sua vida adulta.

Que expectativas de futuro têm as crianças com Deficiência Intelectual na Escola?

Uma criança com deficiência intelectual pode obter resultados escolares muito interessantes. Mas nem sempre a adequação do currículo funcional ou individual às necessidades da criança exige meios adicionais muito distintos dos que devem ser providenciados a todos os alunos, sem exceção.
Antes de ir para a escola e até ao três anos, a criança deve beneficiar de um sistema de intervenção precoce. Os educadores e outros técnicos do serviço de intervenção precoce devem pôr em prática um Plano Individual de Apoio à Família.
Este plano define as necessidades individuais e únicas da criança. Define também o tipo de apoio para responder a essas necessidades. Por outro lado, enquadra as necessidades da criança nas necessidades individuais e únicas da família, para que os pais e outros elementos da família saibam como ajudar a criança.
Quando a criança ingressa na Educação Infantil e depois no Ensino Fundamental, os educadores em parceria com a família devem por em prática um programa educativo que responda às necessidades individuais e únicas da criança. Este programa é em tudo idêntico ao anterior, só que ajustado à idade da criança e à sua inclusão no meio escolar. Define as necessidades do aluno e os tipos de apoio escolar e extra-escolar.
A maior parte dos alunos necessita de apoio para o desenvolvimento de competências adaptativas, necessárias para viver, trabalhar e divertir-se na comunidade.
Algumas destas competências incluem: A comunicação com as outras pessoas.
Satisfazer necessidades pessoais (vestir-se, tomar banho).
Participar na vida familiar (pôr a mesa, limpar o pó, cozinhar).
Competências sociais (conhecer as regras de conversação, portar-se bem em grupo, jogar e divertir-se).
Saúde e segurança.
Leitura, escrita e matemática básica; e à medida que vão crescendo, competências que ajudarão a crianças na transição para a vida adulta.


Síndrome de Burnout e o Professor



Burnout: síndrome que afeta mais de 15% dos docentes


Autor: Daiane Souza


Exaustão emocional, baixa realização profissional, sensação de perda de energia, de fracasso profissional e de esgotamento. Estes são os principais sintomas de pessoas que sofrem da síndrome de Burnout. A pessoa é consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho. Daí o termo burnout - do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim). A doença acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.


Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. “A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los, acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira”, explicou.

De acordo com Nádia, obter 15,7% num universo de oito mil não é desprezível. Caso o índice seja o mesmo em todo o país, por exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome, isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.

Os dados foram revelados por meio de um questionário aplicado no Sistema de Avaliação da Educação Básica, em 2003, mas somente analisado em 2007. O questionário permite identificar a incidência dos três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%, enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização.

Em entrevista ao Jornal do Professor, a psicóloga explica como os professores podem identificar a síndrome e o que devem fazer para tratá-la.


1. O que é a síndrome de Burnout? Como ela se diferencia do estresse?


Burnout é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já não consegue fazer frente aos estressores presentes no seu cotidiano de trabalho. Diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.


2. O que leva o professor a desenvolver a síndrome


Burnout é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde. No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas à compaixão, à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las. 

Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar um bom trabalho.


Essas demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel na sociedade.


3. Quais são os principais sintomas dessa síndrome?


Os principais sintomas de Burnout são exaustão emocional, despersonalização e sentimento de baixa realização profissional. A exaustão emocional é uma sensação de perda de energia, de esgotamento, quando o profissional comumente relata que, embora querendo, já não consegue mais se envolver emocionalmente com o seu trabalho. Em decorrência dessa exaustão surgem dois mecanismos reativos, a despersonalização, que é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas destinatárias do trabalho (cliente, usuário) e o sentimento de baixa realização profissional, ou seja, uma sensação de fracasso profissional, de ineficácia.


4. Quais cuidados os professores podem tomar para evitar a síndrome?


Em tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com as demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma, aplicam-se à prevenção de Burnout, todas as estratégias voltadas para ajudar o indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no sentido de minimizar problemas estruturais como, por exemplo, condições de trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivências e de problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações, e ideais inalcançáveis.


5. Como os professores podem saber se estão com a síndrome ou não? Tem algum exame específico? Eles devem procurar um psicólogo?


O diagnóstico de Burnout pode ser feito por exame clínico, com profissional da área de saúde (médico, psicólogo) que efetivamente conheça os sintomas da síndrome, e por meio de instrumentos psicológicos elaborados especificamente para fazer essa avaliação. É importante que em ambos os casos a avaliação seja feita por profissional com formação adequada em relação ao fenômeno específico. Entretanto, é admissível que o próprio professor, ao tomar conhecimento dos sintomas de Burnout, identifique com razoável precisão que está vivendo esse processo. Nesse caso, é recomendável que ele busque ajuda psicológica.


6. Uma vez constatada a síndrome, o que os professores podem fazer para melhorar?


É altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIs, prontos socorros e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente. Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na redução dos níveis de Burnout.

A Sídrome do Pânico na Escola


Reflexões sobre educação e a Síndrome do Pânico
Giseli Maria Cardoso Vargas
Alessandra Cardoso Vargas

O que é Síndrome do Pânico?

Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM), o termo Síndrome do Pânico define um quadro de adoecimento cujos sintomas estão ligados a súbitos períodos de pavor e sensações inexplicáveis de desgraça iminente. Esses sintomas estão sempre acompanhados de alterações físicas e cognitivas. A síndrome encerra a vivência de um elevado estado de excitação diante de acontecimentos corriqueiros.
É importante destacar que há uma diferença significativa entre Ataque de Pânico e Síndrome do Pânico. O ataque é um episódio isolado em que os sintomas do quadro de ansiedade aparecem. Já a Síndrome é um conjunto de sintomas, entre eles, a repetição dos ataques de pânico com certa frequência, que relacionam o ataque à sensação de medo de desmaiar, medo de perder o controle, medo de ter um ataque do coração e, por fim, medo de morrer.

Quais são os sintomas?

Os sintomas descritos pelo DSM-IV são:

 Um dos principais sintomas da Síndrome do Pânico é o medo.
Palpitações ou taquicardia; Sudorese; Tremores ou abalos; Sensações de falta de ar ou sufocamento; Sensações de asfixia; Dor ou desconforto torácico; Náusea ou desconforto abdominal; Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio; Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização (estar distanciado de si mesmo); Medo de perder o controle ou enlouquecer; Medo de morrer; Parestesias (anestesia ou sensações de formigamento); Calafrios ou ondas de calor, todos ligados a um medo intenso e inexplicável.



Qual é a duração de um ataque de pânico?

Em geral, um ataque de pânico dura entre 20 e 40 minutos e tem seu auge nos primeiros 10 minutos. Logo após o ataque, o indivíduo costuma se sentir cansado e fraco, como se tivesse feito um grande esforço físico. Em geral, nesse momento, o sujeito costuma chorar, dormir e então volta ao normal. O ataque também pode ocorrer durante o sono. Quando isso acontece, o despertar inclui os sintomas citados anteriormente.


Quais são os tratamentos?

Em geral o tratamento é uma combinação de intervenções farmacológicas e psicoterapêuticas. Os medicamentos mais comuns são antidepressivos e benzodiazepínicos. Entre os antidepressivos, os mais conhecidos são alprazolam, clonazepam e diazepam. No entanto, o uso desses medicamentos demanda atenção especial, principalmente com idosos, já que podem comprometer a habilidade motora. Além disso, é preciso evitar o uso a longo prazo, já que são medicamentos que podem causar dependência.
A melhor estratégia para evitar o prolongamento do tratamento farmacológico é o acompanhamento psicoterapêutico. É necessária uma avaliação bastante prudente, para que os sintomas não sejam confundidos com outros transtornos de ansiedade, como TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) ou Depressão. É preciso isolar o quadro de quaisquer outros possíveis transtornos como fobias ou quadros psicóticos. Além disso, é importante descartar problemas físicos, através da realização de exames. A ação multidisciplinar permite aos profissionais isolar esse quadro, para que a condução do tratamento seja mais eficaz.

 E o que fazer quando recebemos nas séries iniciais uma criança com a “Síndrome do Pânico”?

 É neste momento que entra a afetividade, o carinho pela criança demonstrando que através do amor e da coragem poderão caminhar juntos e vencer esta barreira.
Entretanto, ainda existem professores que acham que a criança é mimada, mas não, neste momento a família é parte fundamental para um bom e adequado resultado.
É nesse sentido que a família deve entender o portador de síndrome do pânico como uma forma de fraqueza moral e de personalidade. No entanto, é de suma importância a conscientização da família. Grupos de autoajuda, livros sobre o assunto ou mesmo a internet podem ser úteis para que os familiares entendam a natureza da doença.
 A família deve incentivar a atividade do doente. ”Eu sei que você não se sente bem, mas é importante continuar indo à escola”, você no final do ano irá trocar de série, terá mais amigos na escola e conhecerá mais professores, sendo assim, trabalhado a sua autoestima, estímulos importantes para os pacientes com síndrome do pânico.
Nesta perspectiva, entendemos que o aprender é um processo que se inicia a partir do confronto entre a realidade objetiva e os diferentes significados que cada pessoa constrói acerca dessa realidade, considerando as experiências individuais e as regras sociais existentes (ANTUNES, 2008).
 É por essa razão que os professores são importantes, pois, quando assumem uma nova visão sobre a
aprendizagem, não apenas ajudam seus alunos a se perceberem percebendo os outros, mas, efetivamente ao ensinar fatos, na verdade ensina seus alunos a aprenderem crescendo no seu conhecimento e também na sua autoestima.
Nesse sentido, nosso estudo tem por objetivo atender às necessidades de alunos que têm dificuldades em ficar na sala de aula para se alfabetizar e algumas reflexões para os educadores melhorarem na sua prática pedagógica e procurarem observar melhor os seus alunos através da magia do amor, companheirismo e comprometimento com a alfabetização.

Nas escolas- Silvana Leporace, coordenadora do serviço de orientação educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo (SP), afirma que cada vez mais adolescentes são diagnosticados com Síndrome do Pânico. “Nas escolas, tem aparecido mais, mas atribuo também à melhora dos diagnósticos. Antes, ficávamos sem saber do que o aluno sofria.”
As escolas têm um papel importante no diagnóstico e acompanhamento dos alunos que sofrem de TOC, Síndrome de Tourette ou Síndrome do Pânico. “Muitas famílias esperam a escola se manifestar sobre os filhos”, afirma Silvana. “Como temos uma amostragem maior de crianças, conseguimos identificar quando alguma coisa está errada.”
Segundo ela, caso haja mudança de comportamento, o primeiro procedimento é comunicar aos pais. “Quando notamos alguma coisa errada, chamamos a família do aluno”, afirma. “Mas é uma coisa muito pensada, tomamos muito cuidado nessa aproximação, porque é muito difícil para os pais admitir que o filho tem problemas.”
O diagnóstico precoce é fundamental. Leda Nascimento, proprietária da pré-escola Espaço Vivavida, em São Paulo (SP), conta que geralmente são os professores que percebem alguma mudança de comportamento. “Eles passam mais tempo com os alunos e conseguem perceber quando alguma coisa está errada”, afirma. “O trunfo do diagnóstico é o professor”, confirma Maura Carvalho. “Ele pode identificar os sintomas logo no início e possibilitar que essa criança receba o tratamento adequado e tenha uma vida digna.”
Segundo Silvana Leporace, a escola deve acolher o aluno e mostrar que ela estará lá para o que ele precisar. “Nós trabalhamos o aluno, a família e os funcionários da escola para dar todo apoio de que a criança e o adolescente precisam. “O ideal, diz, é que a escola mantenha contato com o aluno mesmo que ele precise se manter afastado por um tempo. “Ligamos, mandamos e-mail, pedimos notícia. Tentamos demonstrar que o mais importante é que ele se recupere.”
É essencial, segundo Maura Carvalho, que as escolas sejam maleáveis no tratamento dos portadores desses distúrbios: “As pessoas precisam saber que os alunos não fazem isso de propósito, para provocar, que é uma doença, e que os portadores precisam da cooperação de todos para melhorar.”

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"O conhecimento partilhado em igualdade de condições, com todos, deve ser a motivação de nossa existência" (anônimo)

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