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"NESTE BLOG SERÃO ENCONTRADAS VÁRIAS ABORDAGENS SOBRE OS DIFERENTES TIPOS DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL , NA ESCOLA, DENTRO DE UMA VISÃO INCLUSIVA E PSICOPEDAGÓGICA.SEJAM BEM-VINDOS!"

Altas Habilidades / Superdotação


Crianças com Altas Habilidades
Como Identificar?



As crianças com altas habilidades apresentam 
uma variedade de características tanto mentais como sociais, emocionais e físicas. Muitas são amistosas e expansivas; algumas são tímidas e retraídas; a maioria é feliz e segura; umas poucas são ansiosas ou deprimidas.

Nem todas as crianças com capacidade mental elevada são facilmente identificadas.
Não é de se esperar que os pais conheçam a literatura que descreve crianças inteligentes e suas necessidades. Além disso, normalmente a família está acostumada ao nível de desempenho do seu filho deixam frequentemente de reconhecer sintomas de inteligência elevada.


 Tanto o conhecimento das qualidades que indicam capacidade elevada, quanto a experiência de trabalho com essas crianças, são imperativos para a identificação adequada. Mesmo o julgamento experiente, necessita ser suplementado por dados objetivos através de testes, entrevista com os pais, observação de desempenho, definindo assim um processo de avaliação individual.

 Quando estimuladas e em ambiente adequado, os alto habilidosos/ superdotados tem, entre outras características, probabilidade de evidenciar comportamentos tais como: 

 
• Aprender rápido e facilmente;

• Reter o que aprendem sem muito exercício;

• Demonstrar muita curiosidade e pensamento crítico;

• Ter vocabulários ricos, marcados pela originalidade de pensamento e de expressão;

• Ter prazer em ler;

• Mostrar interesses por palavras e ideias novas;

• Ter a capacidade de generalizar, de perceber relações e de fazer associações;

• Examinar, tabular, classificar, coletar e conservar registros;
• Conhecer e apreciar coisas das quais outras crianças não se dão conta;

• Estar interessada pela natureza do homem e de seu universo em idade precoce;


Outras características "indesejadas" sob o ponto de vista do adulto, pode muitas vezes obscurecer os sinais mais positivos de capacidade e evidenciar fatores como:


-Inquietação, desatenção sendo importunas para os que as rodeiam, como muitas crianças que tem necessidades não atendidas;


-Dificuldades na ortografia ou imprecisas em aritmética, porque são impacientes com detalhes que requerem aprendizagem de cor ou treinamento;

-"Descuidadas" em completar ou entregar tarefas e indiferentes em relação ao trabalho de classe, quando desinteressadas;

-Sinceramente críticas, tanto a respeito de si mesma como dos outros, uma atitude que frequentemente afasta adultos e também crianças.


Características, tanto desejáveis quanto indesejáveis, podem indicar que uma criança tem inteligência acima da média.


As informações procedentes proporcionam alguns exemplos de qualidades que surgem em crianças superdotadas. Diferentes capacidades, interesses e maneiras de comportamento são importantes de serem observados na identificação dessas crianças.


A observação sistemática e a avaliação cuidadosa são importantes ações para que crianças com altas habilidades/superdotação não sejam esquecidas e seu talento desperdiçado. 



Abaixo, segue vídeos interessantes sobre crianças com altas habilidades:



Como trabalhar com alunos com altas habilidades


Trabalhar com alunos com altas habilidades requer, antes de tudo, derrubar dois mitos.

Primeiro: esses estudantes, também chamados de superdotados, não são gênios com capacidades raras em tudo - só apresentam mais facilidade do que a maioria em determinadas áreas. 
Segundo: o fato de eles terem raciocínio rápido não diminui o trabalho do professor. Ao contrário, eles precisam de mais estímulo para manter o interesse pela escola e desenvolver seu talento - se não, podem até se evadir.



Assim como os estudantes diagnosticados com algum tipo de deficiência, os que têm altas habilidades precisam de uma flexibilização da aula para que suas necessidades particulares sejam atendidas, o que os coloca como parte do grupo que tem de ser incluído na rede regular de ensino. "O que devemos oferecer a eles são desafios", resume a presidente do Conselho Brasileiro de Superdotação, Susana Graciela Pérez Barrera Pérez.



Os superdotados não são iguais e se dividem em vários perfis 


Especialistas ressaltam que nem sempre esses alunos são os mais comportados (leia mais no quadro abaixo) e explicam que as altas habilidades são divididas em seis grandes blocos:


-Capacidade Intelectual Geral

Crianças e jovens assim têm grande rapidez no pensamento, compreensão e memória elevadas, alta capacidade de desenvolver o pensamento abstrato, muita curiosidade intelectual e um excepcional poder de observação.


- Aptidão Acadêmica Específica

Nesse caso, a diferença está em: concentração e motivação por uma ou mais disciplinas, capacidade de produção acadêmica, alta pontuação em testes e desempenho excepcional na escola.

 
- Pensamento Criativo

 Aqui se destacam originalidade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas ou perceber tópicos de forma diferente e inovadora.

 
- Capacidade de Liderança

 Alunos com sensibilidade interpessoal, atitude cooperativa, capacidade de resolver situações sociais complexas, poder de persuasão e de influência no grupo.

 
- Talento Especial para Artes
Altö desempenho em artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou cênicas, facilidade para expressar ideias visualmente, sensibilidade ao ritmo musical.

- Capacidade Psicomotora

A marca desses estudantes é o desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movimentos, força, resistência, controle e coordenação motora fina e grossa.

 Trabalhando em sala de aula com as características típicas do superdotado
 1-    Perfeccionismo

Aluno: Busca pela excelência, seus atos têm sempre que obter aprovação, nunca pode chegar em segundo lugar.

Professor: É necessário que essa característica seja respeitada, orientando a usá-la de forma produtiva em sua vida.



2.    Perceptividade

Aluno: Uma habilidade de raciocínio excepcional faz com que o indivíduo seja mais perceptivo e tenha mais insigths . São alunos que encontram novas formas de abordar um problema e chegam a diferentes soluções.
Professor: É importante ressaltar para estes alunos que os insights e respostas encontradas de forma original devem ser colocados em prática, e não permanecerem meramente no terreno das idéias.

3.    Necessidade de Entender

Aluno:Observada pelos pais na criança desde tenra idade, um comportamento investigativo, faz perguntas perspicazes e penetrantes, e demonstra um comportamento persistente.
Professor: Essa natural curiosidade pode ser satisfeita em dinâmicas que levem o aluno a se perceber como sujeitos experimentais em uma pesquisa que ele próprio construiu.

4.    Necessidade de Estimulação Mental
Aluno: necessita de estímulos mentais constantes.
Professor: pode diferenciar o currículo para que estes alunos não percam o gosto pela escola; pode utilizar recursos como aceleração de série, projetos independentes, cursos avançados, oportunidades de enriquecimento escolar, compactação de currículo e outras formas de acompanhamento para manter a criança estimulada e desafiada em sala de aula.



5. Necessidade de Precisão e Exatidão

Aluno: a habilidade de perceber múltiplas relações entre idéias, objetos e percepções, assim como a capacidade para argumentação tornam difícil o processo de tomada de decisão.

Professor: incentiva-lo a participar de atividades para o desenvolvimento de habilidades sociais, e para a busca de saídas alternativas para esse tipo de comportamento.



6. Senso de Humor
Aluno: os que possuem um bom senso de humor também percebem absurdos e incongruências nas situações, e por sua imaginação vívida, muitas vezes exageram os aspectos cômicos dos eventos. Professor: humor tem aspectos terapêuticos que devem ser utilizados sempre que possível para promover o relaxamento e a liberação de tensões, para a facilitação social, na liberação da ansiedade, na auto-expressão, para facilitar o desenvolvimento de insights e no auto-desenvolvimento na direção da auto-realização.



7. Sensibilidade/Empatia
Aluno: os sentimentos de empatia e a sensibilidade aparecem de forma independente; por exemplo, uma criança extremamente sensível à crítica, que se sente magoada com facilidade, muitas vezes não tem consciência dos sentimentos dos outros. 
Professor: pode trabalhar com atividades em grupos e dinâmicas que vivenciem sentimentos do outro.



8. Intensidade
Aluno: paixão por aprender é a maneira intensa com que a criança/jovem vai ao encalço de seus interesses. Perguntas intermináveis, apreendendo uma grande quantidade de material.
Professor: é necessário que o ambiente de aprendizagem possa ser revisto e reformulado, de forma a se tornar mais responsivo para o aluno.



9. Perseverança
Aluno: relaciona-se com seu grande poder de concentração nas atividades que realmente prendam seu interesse.
Professor: é necessário que o professor dê apoio aos alunos para que mantenham suas metas, encorajando-os quando se sentem frustrados ou chegam a um impasse no seu progresso.



10. Autoconsciência
Aluno: são capazes de separar as coisas na mente e ver todas as formas intrincadas pelas quais elas poderiam ser melhoradas, incluindo a si mesmas.
Professor: pode ajudar os alunos a apreciarem-se a si mesmos e a se conscientizarem de que, muitas vezes, as escolhas que são feitas em determinadas ocasiões podem ser a única escolha viável para aquela situação.



11. Não-Conformidade
Aluno: precisam de oportunidades para a expressão criativa; quando essas avenidas de oportunidade são bloqueadas, percebe-se um desvio para canais autodestrutivos.
Professor: uma dinâmica interessante constitui-se em descobrir fator para ser trabalhado em maior profundidade.



12. Questionamento da Autoridade
Aluno: aprendem muito cedo o significado da frase “isso não é justo”, um agudo senso de justiça invariavelmente leva ao questionamento das regras e de figuras de autoridade.
Professor: é interessante que o indivíduo raciocine sobre o conteúdo de sua argumentação, levando em conta o ponto de vista do bem para a maioria, e não apenas para a si mesmo. Indivíduos que precisam estar certos todo o tempo e ganhar em suas argumentações têm, em geral, baixa auto-estima, o que precisa ser trabalhado em conjunção com a família e a escola.



13. Introversão
Aluno: os introvertidos freqüentemente aprendem por observação; sentem-se inconfortáveis com mudanças; são leais a um pequeno grupo de amigos mais chegados; são capazes de intensa concentração; detestam ser o centro das atenções; necessitam privacidade; e sentem que suas energias são drenadas pelas pessoas.


Professor: é necessário aceitar a introversão como algo normal, ao invés de tentar fazer o aluno se transformar em um extrovertido, estas crianças/jovens não resolvem seus problemas por meio da verbalização. Ao buscar ajuda os introvertidos se sentem melhor ouvindo conselhos e opiniões do outro, para assim, em um momento posterior, trabalhar consigo mesmo o que ouviu e processar esse conteúdo em suas divagações mentais

 “a partir do momento que o professor identifica que aquela criança tem uma habilidade acima da média, uma capacidade maior em uma determinada área, esse professor vai trabalhar com a perspectiva do enriquecimento curricular. Ou seja, ele vai oferecer possibilidades para que esse aluno desenvolva aquela auto-habilidade. Oferecer mais material, oportunidades de pesquisa, trabalhar com projetos de pesquisa na área de interesse específico do aluno”.



 

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By Ferramentas Blog

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"O conhecimento partilhado em igualdade de condições, com todos, deve ser a motivação de nossa existência" (anônimo)

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