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"NESTE BLOG SERÃO ENCONTRADAS VÁRIAS ABORDAGENS SOBRE OS DIFERENTES TIPOS DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL , NA ESCOLA, DENTRO DE UMA VISÃO INCLUSIVA E PSICOPEDAGÓGICA.SEJAM BEM-VINDOS!"

A importância dos exercícios físico para os deficientes Intelectuais


As atividades físicas promovem diversos benefícios para as pessoas com necessidades especiais, como a própria inclusão social.
Praticar esporte é uma forma que os portadores de deficiência dispõem para redescobrir a vida de uma forma ampla e global. Previne as enfermidades secundárias à deficiência e ainda promove a integração social, levando o indivíduo a descobrir que é possível, apesar das limitações físicas, terem uma vida normal e saudável. Abraçar uma atividade física pode transformar o dia-a-dia de um atleta especial e ainda fazer bem para a saúde do corpo e da mente.
Movimentar-se é a palavra de ordem. Não importa se o atleta tem como objetivo jogar profissionalmente ou de forma amadora. O importante é procurar uma modalidade esportiva que se adeque as condições e limites.

Benefícios físicos e psíquicos


Praticar atividade física tanto por competitividade quanto por diversão pode trazer ao indivíduo benefícios físicos e psicológicos.







Físicos: 
Agilidade, equilíbrio, força muscular, coordenação motora, resistência física, melhora das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e excretor), velocidade, ritmo, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição, prevenção de deficiências secundárias, promoção e encorajamento do movimento, desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária, entre outros.

Psíquica: 
melhora da auto-estima, aumenta a integração social, redução da agressividade, estímulo à independência e autonomia, experiência com as possibilidades, potencialidades e limitações, vivência de situações de sucesso e de frustração, motivação para atividades futuras, desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, entre outros.

O LÚDICO NA PRÁTICA PEDAGÓGICA COM CRIANÇAS DEFICIENTES NTELECTUAIS MODERADAS

 Toda criança necessita brincar. Pois brincar é um momento indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança. O brinquedo e os jogos infantis ocupam uma função importante no desenvolvimento, pois são as principais atividades da criança durante a infância. Com a criança deficiente intelectual não é diferente. Embora apresente atrasos em seu desenvolvimento cognitivo e motor, também necessita de atividades lúdicas no seu dia a dia. Talvez até mais do que as outras crianças, por necessitar de muito mais estímulos para desenvolver suas habilidades cognitivas, motoras e sensoriais. Os jogos e brincadeiras para as crianças com deficiência intelectual constituem atividades primárias que trazem grandes benefícios do ponto de vista físico, intelectual e social. De acordo com VYGOTSKY (1998), a arte de brincar pode ajudar a criança com necessidades educativas especiais a desenvolver-se, a comunicar-se com os que a cercam e consigo mesma. 

Através dos jogos e brincadeiras a criança com deficiência intelectual pode desenvolver a imaginação, a confiança, a auto-estima, o auto-controle e a cooperação. Os jogos e brincadeiras proporcionam o aprender fazendo, o desenvolvimento da linguagem, o senso de companheirismo e a criatividade.

 Considera-se o jogo como exercício e preparação para a vida adulta. A criança aprende brincando e assim desenvolve suas potencialidades, pois é um ser em desenvolvimento, e cada ato seu, transforma-se em conquistas e motivação. Educar através do lúdico contribui e influencia na formação da criança e do adolescente com deficiência intelectual, favorecendo um crescimento sadio, pois possibilita o exercício da concentração, da atenção e da produção do conhecimento; promovendo ainda, a integração e a inclusão social. Desse modo a criança deficiente intelectual, com a ajuda do brinquedo, terá a possibilidade de relacionar-se melhor com a sociedade na qual ela convive, já que o brinquedo busca o desenvolvimento cognitivo e oportunidades de crescimento e amadurecimento. Também através do jogo comprova-se a importância dos 16 intercâmbios afetivos e interpessoais das crianças entre elas mesmas ou com os adultos (pais e professores). A utilização do jogo como recurso didático pode contribuir para o aumento das possibilidades de aprendizagem da criança com deficiência intelectual, pois, através desse recurso, ela poderá vivenciar corporalmente as situações de ensino-aprendizagem, exercendo sua criatividade e expressividade, interagindo com outras crianças, exercendo a cooperação e aprendendo em grupo.
 

 Segundo IDE (2008), O jogo possibilita à criança deficiente mental aprender de acordo com seu ritmo e suas capacidades. Há um aprendizado significativo associado à satisfação e ao êxito, sendo este a origem da auto-estima. Quando esta aumenta, a ansiedade diminui, permitindo à criança participar das tarefas de aprendizagem com maior motivação. O uso do jogo também possibilita melhor interação da criança deficiente mental com os seus coetâneos normais e com o mediador. O professor poderá possibilitar à criança com deficiência intelectual o acesso ao conhecimento através da vivência, da troca, da experiência, propiciando uma educação mais lúdica e significativa. Aprender pode e deve ser extremamente agradável e motivante para a criança. A importância do jogo no universo infantil e na vida escolar tem sido evidenciada por vários estudiosos da aprendizagem e do desenvolvimento infantil, como um fato indiscutível, pois o jogo constitui um dos recursos mais eficientes de ensino para que a criança adquira conhecimentos sobre a realidade.


Durante o jogo a criança estimula o pensamento através da ordenação do tempo, espaço e movimento, como também o respeito pelas regras. Trabalha com o cognitivo, o emocional e o motor, construindo através dessa interação o seu conhecimento. Os estudos de PIAGET (1975) proporcionam a concepção de que os jogos não são apenas uma forma de entretenimento para gastar a energia das crianças, mas meios que contribuem para o seu desenvolvimento intelectual. Os jogos e brincadeiras são instrumentos metodológicos através dos quais os educadores de crianças com necessidades educativas especiais podem estimular o seu desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, moral, lingüístico e físico-motor; como também propiciar aprendizagens curriculares específicas. 


   


 Brincar é muito legal! 


Para as crianças, brincar é muito mais do que simplesmente diversão. As atividades lúdicas têm papel fundamental no desenvolvimento do crescidinho e o ajudam a compreender melhor o mundo em que vive. É através das brincadeiras que a criança começa a separar a fantasia da realidade e a extravasar os mais diversos sentimentos. Interagindo com os brinquedos, ela também desenvolve importantes habilidades motoras e intelectuais com mais facilidade.
Criatividade, lógica, relacionamento em equipe, sociabilidade, maturidade emocional e concentração são apenas alguns dos benefícios promovidos por uma boa brincadeira. Para comprovar, faça o teste: deixe seu filho brincar livremente e fique observando. 
Você vai perceber que muitas das situações que ele cria têm relação com suas experiências recentes. O modo como a criança interpreta essas vivências nas brincadeiras demonstra como ela está lidando com essas experiências e pode até ajudar os pais a conhecerem melhor seu crescidinho. 

A importância dos brinquedos 

Enquanto os bonecos e brinquedos de montar dão asas à imaginação, os jogos exigem raciocínio. Diante dos resultados, seu filho aprenderá que existe o ganhar e o perder e aceitará esses dois conceitos. Se a brincadeira for em grupo, ele ainda aprende a importância de trabalhar em equipe e pratica a sociabilidade. 
Até mesmo os videogames e jogos de computador, que geram tanta controvérsia entre pais e educadores, podem ser bastante úteis nesse processo. Eles também estimulam o raciocínio e os reflexos e podem até auxiliar no processo de alfabetização, se forem escolhidos com cuidado pelos pais. 
E não podemos nos esquecer da principal função dos brinquedos, pelo menos para os crescidinhos: eles divertem e relaxam a criança. Essa "pausa" nas atividades diárias é muito importante para que o pequeno se distancie dos conflitos que enfrenta diariamente e reorganize as idéias. Mais tranqüilo, ele assimilará melhor os novos aprendizados.
Porém, a idade do crescidinho deve ser considerada na hora de comprar brinquedos. Crianças muito novas podem engolir peças pequenas ou se machucar com brinquedos destinados a outras faixas etárias. Além disso, os baixinhos se desenvolverão melhor com estímulos adequados à sua idade. 
Entre os três e os cinco anos de idade, as fantasias estão fervilhando na cabecinha das crianças. É a fase do faz-de-conta e de representar sua interpretação do cotidiano nas brincadeiras. Aproveite para estimular ainda mais a imaginação do seu crescidinho contando histórias, fazendo teatrinhos e mostrando livros ilustrados. 
É interessante presenteá-lo com brinquedos que incentivem a criatividade e a fantasia, como massas de modelar, material de pintura e desenho, livros, carrinhos, bonecas, ferramentas de brinquedo, máscaras, quebra-cabeças, instrumentos musicais e fantoches, entre outros. 
E a participação dos pais nas brincadeiras é mais do que bem-vinda. As crianças adoram dividir as descobertas e, junto dos pais, aproveitam ainda mais a brincadeira.

Formas criativas para estimular a mente de alunos com deficiência


O professor deve entender as dificuldades dos estudantes com limitações de raciocínio e desenvolver formas criativas para auxiliá-los

Cinthia Rodrigues (novaescola@atleitor.com.br)


CONCENTRAÇÃO Enquanto a turma lê fábulas, Moisés faz desenhos sobre o tema para exercitar o foco. Foto: Tatianal Cardeal
De todas as experiências que surgem no caminho de quem trabalha com a inclusão, receber um aluno com deficiência intelectual parece a mais complexa. Para o surdo, os primeiros passos são dados com a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Os cegos têm o braile como ferramenta básica e, para os estudantes com limitações físicas, adaptações no ambiente e nos materiais costumam resolver os entraves do dia-a-dia.

Mas por onde começar quando a deficiência é intelectual? Melhor do que se prender a relatórios médicos, os educadores das salas de recurso e das regulares precisam entender que tais diagnósticos são uma pista para descobrir o que interessa: quais obstáculos o aluno enfrentará para aprender - e eles, para ensinar. 

No geral, especialistas na área sabem que existem características comuns a todo esse público.São três as principais dificuldades enfrentadas por eles: falta de concentração, entraves na comunicação e na interação e menor capacidade para entender a lógica de funcionamento das línguas, por não compreender a representação escrita ou necessitar de um sistema de aprendizado diferente. "Há crianças que reproduzem qualquer palavra escrita no quadro, mas não conseguem escrever sozinhas por não associar que aquelas letras representem o que ela diz", comenta Anna Augusta Sampaio de Oliveira, professora do Departamento de Educação Especial da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp).

A importância do foco nas explicações em sala de aula 

SIGNIFICADO Na sala de recursos, elaboração de livro sobre a vida dos alunos deu sentido à escrita. Foto: Marcelo Almeida
 Alunos com dificuldade de concentração precisam de espaço organizado, rotina, atividades lógicas e regras. Como a sala de aula tem muitos elementos - colegas, professor, quadro-negro, livros e materiais -, focar o raciocínio fica ainda mais difícil. Por isso, é ideal que as aulas tenham um início prático e instrumentalizado. "Não adianta insistir em falar a mesma coisa várias vezes. Não se trata de reforço. Ele precisa desenvolver a habilidade de prestar atenção com estratégias diferenciadas para, depois, entender o conteúdo", diz Maria Tereza Eglér Mantoan, doutora e docente em Psicologia Educacional da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). 

O ponto de partida deve ser algo que mantenha o aluno atento, como jogos de tabuleiro, quebra-cabeça, jogo da memória e imitações de sons ou movimentos do professor ou dos colegas - em Geografia, por exemplo, ele pode exercitar a mente traçando no ar com o dedo o contorno de uma planície, planalto, morro e montanha. Também é importante adequar a proposta à idade e, principalmente, aos assuntos trabalhados em classe. Nesse caso, o estudo das formas geométricas poderia vir acompanhado de uma atividade para encontrar figuras semelhantes que representem o quadrado, o retângulo e o círculo.


A meta é que, sempre que possível e mesmo com um trabalho diferente, o aluno esteja participando do grupo. A tarefa deve começar tão fácil quanto seja necessário para que ele perceba que consegue executá-la, mas sempre com algum desafio. Depois, pode-se aumentar as regras, o número de participantes e a complexidade. "A própria sequência de exercícios parecidos e agradáveis já vai ajudá-lo a aumentar de forma considerável a capacidade de se concentrar", comenta Maria Tereza, da Unicamp. 

Perguntas – Deficiência intelectual

O nome correto é retardo mental, deficiência mental ou intelectual?

Muitos nomes foram utilizados para a pessoa com deficiência intelectual: débil, imbecil, retardado mental, deficiente mental, dentre outros. Atualmente, utilizamos o termo Deficiência Intelectual (DI) por uma conquista do próprio grupo de pessoas com deficiência e por estudos que mostraram a carga de interpretações negativas construídas ao longo do tempo para os termos anteriores.
O termo deficiência intelectual também é mais apropriado por melhor diferenciar o que é deficiência mental separando do que seria “doença mental” (área da psiquiatria), ambos foram e ainda são confundidos.
Destacamos estas problemáticas de uso dos termos porque afetam as práticas pedagógicas e a maneira de lidar com esse alunado, pois sua aprendizagem é calcada na “debilidade” e nos “atrasos”, inclusive, na idéia de “idade mental” (com a qual não se trabalha nos dias de hoje). A pessoa com deficiência intelectual tem os interesses dos pares de sua faixa etária.
Acreditamos que a deficiência intelectual não está dada apenas por fatores biológicos, mas é uma categoria historicamente construída, englobando tanto os referidos fatores biológicos como os preconceitos do impacto dos usos e dos abusos de termos e de ideias que são produzidos socialmente. Daí, a importância da escola na vida desses sujeitos para não somente propiciar o desenvolvimento de habilidades como também desfazer esses equívocos que impedem a inserção social.
Podemos entender o sujeito que possui uma deficiência intelectual como alguém que possui uma organização qualitativamente diferente e que é capaz de realizar aprendizagens, porém, a construção de conceitos se dá de forma diferenciada, necessitando para tal, de estratégias e procedimentos pedagógicos apropriados.
O aluno com deficiência intelectual necessita de interferências planejadas que auxiliem na sua capacidade de autonomia e nos processos de relação com o mundo e este aspecto já apresenta uma diferença nítida em relação a pessoa com dificuldade de aprendizagem.

Qual a diferença entre deficiência intelectual e dificuldade de aprendizagem?

Vejamos a um exemplo simples:
Uma criança com deficiência intelectual, antes de ingressar na escola, comumente é percebida pela família como “diferente” na compreensão de ordens, na possibilidade de se sair bem de uma situação imprevista como a de compras na quitanda, eis alguns dos obstáculos:
  • de verificar o caminho já realizado com a família para ir sozinho até a quitanda;
  • de verificar a variedade de marcas e de elementos icônicos pela observação de rótulos para substituir um produto que não tenha achado;
  • de verificar por meio de perguntas as opções de compra ou de troco se dirigindo ao vendedor elaborando estas questões e lidando com as respostas.
Isso não significa em hipótese alguma que a criança com deficiência intelectual não aprenderá a resolver esses problemas na quitanda, mas ela precisará de mais situações para vivenciar essa experiência e depois poder diversificá-la para vários locais (também poderá precisar de mais pistas para dar conta dessas e de outras tarefas cotidianas). Para tanto a preocupação de que os conteúdos trabalhados na escola tenham impacto significativo no cotidiano e correspondência clara com situações problema do dia a dia.
Uma criança com dificuldade de aprendizagem grosso modo pode apresentar uma dificuldade extrema no processo de aquisição de leitura e de escrita e/ou nos cálculos matemáticos, mas a família relata que no mesmo episódio acima relatado, de ida a quitanda, o menino ou a menina é “safo”. Mesmo que ele não saiba ler ou calcular o troco ou até mesmo se perde o dinheiro que levou para ir ao comércio, esta criança sabe se virar com os contratempos lidando com as pistas ao seu redor.

Ao ingressar na escola é que acontece o relato da dificuldade do menino ou da menina com a aprendizagem, no caso da dificuldade de aprendizagem, antes disso, não havia a queixa da/na família. Na escola é que começam esses “problemas”, isso comumente se caracteriza mais para a dificuldade de aprendizagem e/ou para metodologias de ensino. Não confundindo as situações de comportamento de desatenção ou de agitação, com as preocupações com o aprender. Mesmo esses dados comportamentais influenciando o “rendimento escolar”, a eles são dados um relevo e um peso demasiadamente grande nos primeiros aspectos relatados em uma avaliação, o que não é aconselhável.

O que fazer ao me deparar com esses quadros de deficiência intelectual e de dificuldade de aprendizagem? Ambos são da Educação Especial?

Destacamos que a principal atitude da escola ao se deparar com um ou com outro caso, carece ser o de “flexibilizar” o currículo por meio de estratégias diferenciadas que auxiliem esta criança a aprender.
No caso de necessidade de maiores ajudas, o professor, em parceria com o coordenador pedagógico e/ou a direção, poderá descrever as dificuldades e as possibilidades deste aluno, em relato de aspectos pedagógicos (e não clínicos), podendo solicitar a família a levar aos apoios de profissionais da saúde de ordem terapêutica (fonoaudiólogo, psicólogo, psicopedagogo).
O aluno com dificuldade de aprendizagem não se constitui público-alvo da Educação Especial e não se enquadra no rol de pessoas com deficiência.
No caso da deficiência intelectual, o relatório escrito da descrição das dificuldades e das possibilidades deste aluno, ou seja, de aspectos pedagógicos (e não clínicos) precisa ser encaminhado  aos cuidados dos agentes de educação especial.
A solicitação de um relatório dos profissionais da saúde que verificam o estudo clínico do caso auxiliará os agentes de educação especial  a fechar o enquadre de modo responsável dentro da Deficiência Intelectual (DI). Portanto, ao se deparar com uma possível morosidade do fechamento da avaliação do enquadre de DI, compreendamos que o rótulo errado causa transtornos a trajetória desse sujeito socialmente. Os profissionais da educação não são médicos e não concluem diagnósticos, por isso, precisam avaliar o caso em parceria com a saúde.
O aluno DI receberá o encaminhamento para a sala de recursos na própria escola e/ou a mais próxima a sua residência. O aluno DI é acompanhado pela Equipe da Unidade Escolar o qual está matriculado em parceria do Atendimento Educacional Especializado (AEE) do aluno.

O aluno com deficiência intelectual aprende a ler? E se ele não lê, como faz os testes e provas?

Sem dúvida o aluno com deficiência intelectual aprende a ler e a escrever. A criança com deficiência intelectual pode precisar de um tempo maior (em anos de escolaridade) para a alfabetização.
O desenvolvimento da oralidade e de outras habilidades como a interpretação e resolução de situações-problema se dá na escola, nos primeiros anos, e é essencial para a vida da criança e do jovem. Mesmo antes da consolidação da leitura e da escrita, a oportunidade de vivenciar as variadas atividades escolares, colaboram com o desenvolvimento do aluno.
Portanto, é direito do aluno público-alvo da Educação Especial ter testes e provas lidos por um ledor para que seja possível a interpretação e a resolução de questões que podem ser resolvidas com o uso de múltipla-escolha ou de respostas ditadas pelo aluno e registradas por um escriba. Isso  não significa que a escola perderá de vista o foco na alfabetização do aluno.

Há um número pequeno de alunos com deficiência intelectual que não consolida a alfabetização. São capazes de reconhecer a logotipia de um jornal ou a marca de um produto, mas não tem condições de ler um texto. Esta constatação não é feita por antecipação ou por previsão de resultados.
A conclusão sobre a não consolidação da alfabetização só pode ocorrer após um longo percurso de metodologias de ensino sempre oferecidas, ano após ano ao aluno, no Ensino Fundamental, e de estratégias e de recursos de apoio pensados pelo Atendimento Educacional Especializado (AEE) e por TODA equipe da escola durante a escolarização.

Paralisia Cerebral



O que é paralisia cerebral?
Paula Nadal  

A paralisia cerebral é uma lesão cerebral que acontece, em geral, quando falta oxigênio no cérebro do bebê durante a gestação, no parto ou até dois anos após o nascimento - neste caso, pode ser provocada por traumatismos, envenenamentos ou doenças graves, como sarampo ou meningite.
Dependendo do local do cérebro onde ocorre a lesão e do número de células atingidas, a paralisia danifica o funcionamento de diferentes partes do corpo. A principal característica é a espasticidade, um desequilíbrio na contenção muscular que causa tensão e inclui dificuldades de força e equilíbrio. Em outras palavras, a lesão provoca alterações no tônus muscular e o comprometimento da coordenação motora. Em alguns casos, há também problemas na fala, na visão e na audição.
Ter uma lesão cerebral não significa, necessariamente, ser acometido de danos intelectuais, mas em 75% dos casos as crianças com paralisia cerebral acabam sofrendo comprometimentos cognitivos.

Como lidar com a paralisia cerebral na escola?

Para dar conta das restrições motoras da criança com paralisia cerebral, vale adaptar os espaços da escola para permitir o acesso de uma cadeira de rodas, por exemplo. Na sala de aula use canetas e lápis mais grossos, envoltos em espuma e presos com elástico para facilitar o controle do aluno. Os papeis são fixados em pranchetas para dar firmeza e as folhas avulsas, nesse caso, são mais recomendáveis que os cadernos. O professor deve escrever com letras grandes e pedir para que o aluno com paralisia cerebral sente-se na frente, se possível, com uma carteira inclinada, que dá mobilidade e facilita a escrita.

Se o aluno apresentar problemas na fala e na audição, providencie uma prancha de comunicação, para que ele se expresse pela escrita. Caso isso não seja possível, o professor pode preparar cartões com desenhos ou fotos de pessoas e objetos significativos para o aluno, como os pais, os colegas, o professor, o time de futebol, diferentes comidas, o abecedário e palavras-chave, como "sim", "não", "sede", "banheiro", "entrar", "sair" etc. Assim, para indicar o que quer ou o que sente, o aluno aponta para as figuras.
Em alguns casos, a criança com paralisia cerebral também precisa de um cuidador que a ajude a ir ao banheiro ou a tomar o lanche. Mas, vale lembrar, que todos devem estimular a autonomia da criança, respeitando suas dificuldades e explorando seus potenciais.



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"O conhecimento partilhado em igualdade de condições, com todos, deve ser a motivação de nossa existência" (anônimo)

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